JAQUES MORELENBAUM

MPB, Jazz, Classico

Nasceu em 1954 no Rio de Janeiro, Brasil.

Participou como violoncelista de produções fonográficas de Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethania, Chico Buarque e Milton Nascimento, entre outros, totalizando até hoje atuações em mais de 600 álbuns. Entre eles destacam-se "Infância" e "Música de Sobrevivência", de Egberto Gismonti, gravados em Oslo, Noruega, para a ECM Records, 1992 e 1993. Em 1994, como integrante da Nova Banda de Antonio Carlos Jobim, participou do álbum “Antonio Brasileiro”, vencedor do Grammy. Em 1995 e 1996 gravou em Nova York os álbuns “Smoochy”, e “1996”, ambos de Ryuichi Sakamoto. Em 2001 colaborou com o cantor e compositor Sting em seu álbum/DVD “All this time…” ao vivo na Toscana, Itália. Neste mesmo ano foi agraciado com o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, pela produção do álbum “Livro”, de Caetano Veloso.

Participou como arranjador de vários álbuns de Antonio Carlos Jobim ("Passarim”, "O Tempo e o Vento", “Tom canta Vinícius”, "Tom Jobim - Inédito" e “Antonio Brasileiro”), Paula Morelenbaum, Ivan Lins, Barão Vermelho, Vanessa da Mata e Skank, entre outros, além do álbum "Piazzollando", este último realizado em homenagem à obra de Astor Piazzolla, no qual Morelenbaum acumulou as funções de regente, violoncelista e produtor. Trabalhou com Marisa Monte e Carlinhos Brown, e escreveu os arranjos para “Titãs - Acústico” álbum que atingiu a vendagem de 1,5 milhão de cópias, apenas no Brasil.

Produziu um total de 56 álbuns, incluindo “Tom canta Vinícius” e "Passarim", ambos de Antonio Carlos Jobim, "Mina d'água do meu canto” de Gal Costa, “Dias de paz”, de Beto Guedes, as trilhas sonoras para os filmes “Central do Brasil”, ”O Quatrilho” , “Tieta do Agreste” e “Orfeu do Carnaval”, e os discos "Circuladô Vivo”, "Fina Estampa", "Fina Estampa ao vivo", “Livro” (agraciado com o Grammy em 1999 como Melhor Disco de World Music), “Prenda Minha” (que atingiu a marca inédita de um milhão de cópias vendidas), “Noites do Norte” (agraciado com o Grammy Latino em 2001), “Noites do Norte ao Vivo, e “A Foreign Sound”, de Caetano Veloso. Produziu também, ao lado de Ryuichi Sakamoto, uma faixa do álbum Red Hot and Rio, (“É preciso Perdoar”, cantada por Cesária Évora e Caetano Veloso), além dos dois álbuns do grupo Morelenbaum2Sakamoto (M2S), “Casa” e “A Day in New York”. Produziu os álbuns “Transparente” e “Concerto de Lisboa”, ambos de Mariza, este último nominado para o Grammy Latino. Co-produziu o álbum “Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim”

Nos últimos anos, Jaques tem sido um dos arranjadores mais requisitados na indústria fonográfica Brasileira, e tem expandido continuamente sua arte escrevendo arranjos e orquestrações para artistas do ‘além-mar’ como as cantoras Mariza e Dulce Pontes, o compositor Rui Veloso e o grupo Madredeus, todos de Portugal, os grupos japoneses Gontiti e Choro Club, as cantoras caboverdeanas Cesária Évora e Mayra Andrade, o compositor angolano Paulo Flores, o compositor norte-americano David Byrne, a cantora espanhola Clara Montes e o grupo “Presuntos Implicados”, também espanhol, para o qual escreveu e regeu um naipe de cordas em gravação realizada no lendário “Studio Two” de Abbey Road (The Beatles), em Londres.

Dirigiu a Orquestra Petrobrás Sinfônica (OPPS) no Rio de Janeiro, dedicado às obras de Egberto Gismonti e Wagner Tiso, contando com os dois compositores como solistas (2006). Em 2007, foi convidado pelo compositor e pianista cubano Omar Sosa para escrever os arranjos para obras suas e dirigir a Big Band da NDR, Rádio Estatal de Hamburgo, Alemanha, na gravação de seu novo álbum, “Ceremony”. Em 2008, participou do concerto “Afreecanos” de Omar Sosa no SampaJazz.