OMAR SOSA

Jazz afrocubano

Omar Sosa é um dos artistas de jazz mais universais da atualidade: compositor, produtor, pianista, percussionista, arranjador e líder de várias formações musicais. Sua musica faz fusionar um amplo espectro de musiques du monde, e mais elementos da musica eletrônica contemporânea, que com suas raízes afro-cubanas criam um som urbano, vivo e original. Tudo isso num coração latin/jazz. No palco, Omar é uma figura carismática que consegue obter o melhor dos seus parceiros de palco. Com a sua interpretação dinâmica e sua capacidade de improvisar, uma análise cheia de força, tanto emocional quanto espiritual, tudo isso com muito humor. A força criativa de Omar Sosa faz sua música sempre inédita e que fascina sempre os experts e os fãs e envolve espontaneamente o público. A música de Omar Sosa é uma expressão única do jazz afro-cubano. Mesmo com raízes na tradição e no folclore africano, sua constante exploração das possibilidades sonoras demonstra que a cena do jazz continua a evoluir sem necessidade de recorrer a releituras do passado. Omar Sosa mistura o jazz com os ritmos afro-caribenhos, com ornamentos de diversos efeitos eletrônicos e toca piano com paixão, fugindo de toda ortodoxia e se lançando na liberdade criativa.

Com mais de 20 discos gravados dos quais ele é o protagonista de mais de uma dezena como produtor artístico ou como convidado, Omar Sosa é um artista prolífico. Foi selecionado várias vezes para o Grammy com seus discos “Sentir” (2002 e 2003) e “Mulatos”(2006).

Atualmente, seu projeto mais importante é fruto da sua primeira colaboração com o uma big band. Esse projeto surgiu e amadureceu entre o compositor Jaques Morelenbaum e a big band de uma radio de Hamburgo no norte da Alemanha, a NDR. Foi gravado em 2008 e teve como origem uma conversa com o produtor alemão Stefan Gerdes que facilitou o contacto entre as partes. « Ceremony » propõe arranjos de temas dos albums « Spirit of the Roots » (1999) e « Bembón » (2000). Jaques Morelenbaum já fez arranjos para Antonio Carlos Jobim, Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Cesária Evora et Mariza entre outros. O disco « Ceremony » foi lançado em 2009.

Compositor e pianista, Omar nasceu no dia 10 de abril de 1965 em Camagüey, Cuba. Começou a estudar percussão e marimba aos 8 anos de idade no Conservatório de Música da sua cidade natal, e terminou sua formação em 1983 no Instituto Superior de Artes de Havana.

Omar começou a estudar música em casa desde pequeno: Nat King Cole, Orquestra Aragón, Pacho Alonso, Benny Moré e muita música clássica. Mais tarde ele terá acesso a grandes nomes do jazz americano através dos seus amigos e de outros músicos que viajavam para os EEUU: Oscar Peterson, Herbie Hancock, Chick Corea, Keith Jarret, Coltrane, Charlie Parker. Ainda em 1983, conhece a música de Thelonious Monk cujo legado de liberdade expressiva terá uma grande influencia sobre o seu desenvolvimento criativo. No final dos anos 80 empreendeu estudos que foram da tradição folclórica afro-cubana à música erudita européia, começou a colaborar com dois cantores pop cubanos, Vicente Feliu e Xiomara Laugart, como diretor artístico de turnês e gravações.

Durante a sua estadia no Equador, nos anos 90, Omar descobre a musica folclórica de Esmeraldas, uma comunidade afro-descendente conhecida sobretudo pelo uso da marimba. Omar cria então o seu próprio grupo de jazz fusion « Entrenoz » e produz « Andarele », um disco do grupo afro-equatoriano chamado Koral y Esmeralda.

Em 1995, após uma curta estadia em Palma de Maiorca na Espanha, Omar se muda para a baia de São Francisco, e sua maneira explosiva de tocar e de compor sacode os palcos locais do latin jazz. No ano seguinte Omar realiza seu primeiro disco nos Estados-Unidos para Otá Records. É um disco solo chamado « Omar Omar » seguido em 1997, do primeiro album da trilogia de world-jazz : « Free Roots », « Spirit of the Roots » (1999) e « Bembón » (2000). Com os discos « Prietos » (2001) e « Sentir » (2002) Omar faz dialogar a sua música com a cultura Gnawa da Africa do Norte introduzindo vozes e instrumentos tradicionais. São pronunciadas palavras em árabe, em inglês, em português, em espanhol, em ioruba e utilizados instrumentos como o guembri, o oud, o djembê, o balafon e a marimba. « Sentir » foi selecionado para o Latin Grammy e pelo Grammy como o melhor álbum de latin jazz e premiado como melhor álbum de jazz afro-caribenho pela Jazz Journalist Association de New York.

Em 2003 lança « Ayaguna », um duo ao vivo com o percussionista venezuelano Gustavo Ovalles. Lança também o seu terceiro álbum solo « A New Life » e recebe o prêmio do Smitihsonian Institution pela sua contribuição para o desenvolvimento da música latina no Estado Unidos.

Nesse mesmo ano criou a sua primeira obra para orquestra sinfônica intitulada « From Our Mother », que foi interpretada pela orquestra sinfônica de Oakland East Bay sob a direção de Michael Morgan.

Músicos de reputação internacional Dhafer Youssef (oud), Steve Argüelles (percussões, eletrônico), Dieter Ilg (contrabaixo), Philippe Foch (tabla) e Renaud Pion (clarineta) colaboraram no disco “Mulatos”(2004) bem como o grande ídolo de Omar, o clarinetista Paquito D’Rivera. Ainda em 2004, Omar se apresentou no Festival de Essaouira no Marrocos. As emissoras de televisão Mezzo e France 3 co-produziram um documentário sobre ele no Festival Porto Latino na Córsega; em julho se apresentou no Montreux Jazz Festival e lançou seu quarto disco solo « Aleatoric EFX » gravado ao vivo na Radio Bremen – Alemanha accessível unicamente via Internet.

Em 2005 Omar Sosa lançou o disco « Baladas » que é uma compilação das suas melhores baladas e onde ele prova que o seu talento está a serviço do romantismo mas também do minimalismo, tanto na composição quanto na interpretação.

« Mulatos remix », uma releitura do seu disco « Mulatos », com nova sonoridades é lançado em 2006. Nesse mesmo ano ele foi novamente na selecionado pelo Grammy pelo álbum « Mulatos » na categoria de melhor disco de latin jazz e também pela BBC Radio 3 World Music Awards. No mesmo ano lançou também « Live à FIP », seu primeiro disco ao vivo formando um quinteto no qual participavam, entre outros, o percussionista Anga Diaz, falecido no mesmo ano.

Com « Promise », em 2007, Omar prossegue a sua pesquisa das raízes da música tradicional africana utilizando harmonias do jazz acopladas à tecnologia mais moderna. É nesse misto de folclore e contemporâneo, de tribal e urbano que Omar faz prova da grande originalidade e exprime toda a sua magia.

Omar Sosa trabalha com músicos europeus, africanos, indianos, árabes, latinos e norte-americanos. Seus projetos recentes compreendem « Across the Divide » (Half Note 2009), gravado em direto no Blue Note de New York e « Tales from the Earth » (Otá Records 2009) com o flautista Mark Weinstein e onde Omar toca marimba e vibrafone.

Entre as realizações mais notáveis de Omar, encontra-se « Oda Africana », uma composição para orquestra e grupo de jazz, que teve a sua criação em julho de 2009 no Festival de Músicas Religiosas y del Mundo de Girona na Espanha, apresentando o quinteto Omar Sosa e a Jove Orquestra Atenea, dirigida por Lluís Caballería. A Yerba Buena Center for the Arts e a orquestra sinfônica de Oakland Bay na Califórnia encomendaram a composição « From Our Mother », com o apoio da Fundação Rockfeller.

Dentre as suas mais recentes pesquisas se destaca o trabalho com a Italy’s String Cuarteto, o projeto sardo Isolanos e o novo trio formado com Paolo Fresu e Trilok Gurtu. Dentre os vídeos encontra-se o DVD do concerto de Omar no « Java Jazz Festival 2007 » com lançamento previsto para um futuro próximo e « Light in the Sky » realizado por Aitor Echeverria durante o Festival de Jazz de Ouro Preto no Brasil « Tudo é Jazz 2008 ».

O novo projeto mais importante é fruto da primeira colaboração de Omar com uma big band, e foi elaborado com o concurso do compositor Jaques Morelenbaum e a big band da radio NDR, em Hamburgo. « Ceremony » foi gravado em janeiro de 2008 e propõe arranjos dos albuns « Spirit of the Roots » (1999) e « Bembón » (2000) graças a uma conversa com o produtor alemão Stefan Gerdes que facilitou o contacto entre os diversos participantes. « Ceremony » foi lançado em 2009 por Otá Records.

O som de Omar Sosa é um jazz profundamente contemporâneo que celebra a diversidade de expressões musicais africanas no seu próprio continente e além dele. Omar diz : « A África e a Diáspora representam uma fonte musical sem igual. Eu tento expressar o contorno melódico do continente e sua grande força rítmica. O ritmo conecta todo o mundo com o Espírito supremo. Cada país tem a sua forma de chamar os espíritos para reunir as pessoas. Filosoficamente através do jazz, que é a talvez a forma de expressão mais livre da Diáspora, tentamos reunir o Caribe, a América Latina, a África numa expressão de liberdade, uma celebração da Diáspora contemporânea. »

OMAR SOSA
Omar Sosa © Andy Nozaka Omar Sosa © Mark Downey Omar Sosa © Tom Ehrlich 2 Omar Sosa © Ota Records Omar Sosa © Ota Records 2 Omar Sosa © Olivier Auverlau Omar Sosa © Olivier Auverlau 2 Omar Sosa © Olivier Auverleau 3 Omar Sosa © Andy Nazaka 2 Omar Sosa © Steve Perceval

Discographie

Afreecanos Afreecanos
Afreecanos. Enraizado na África. O novo álbum de Omar Sosa reúne músicos da África, de Cuba, do Brasil, e da França para celebrar, no jazz e na música latina, o rico legado da música africana. Omar Sosa escolheu elementos dos folclores africanos e americanos, misturou-os às suas raízes afro-cubanas para exprimi-las numa linguagem de jazz contemporâneo. Pela primeira vez depois do lançamento dos álbuns Spirit of the Roots e Prietos, Omar utiliza um naipe de cobres; Afreecanos revela também uma grande variedade de sons de flauta. Ouve-se igualmente a kora, o ngoni, a cítara e várias percussões folclóricas como os tambores bata, timbales, kongoman, m’bira e talking drum.

Omar Sosa escolheu estilos musicais afro-cubanos como a rumba adaptando-os para músicos e instrumentos africanos, liberando essas melodias da clave tradicional afro-cubana para lançá-las pelos caminhos inovadores da interpretação misturando folclore e música contemporânea, musica dos ancestrais e músicas urbanas. Ao decorrer deste álbum, elementos folclóricos se fundem da linguagem do jazz moderno que inclui cantos e ritmos destinados aos espíritos e deuses da África, de Cuba e do Brasil. A sonoridade é rica e orquestral.

Este álbum é dedicado aos mestres cubanos da percussão, Pancho Quinto e Angá Diaz, já falecidos.

Ref : OTA 1019
Para saber mais, baixa o arquivo .pdf "Apresentação Afreecanos PT"
01:50 Prologo
04:18 Ollú
05:01 Nene La Kanou
05:59 Iyade
7:43 Babalada
6:55 Light in the Sky
05:15 D'Son
04:30 Tres Negros
04:03 Mon Yalala
05:14 Tumborum
06:45 Why Anga ?